GRUPO ADID DE TEATRO


A HISTÓRIA DO GRUPO ADID DE TEATRO

Em 1997, foi criado o Grupo ADID de Teatro com o objetivo de desenvolver, sobretudo as dificuldades de fala, de memorização, de mobilidade e outras limitações típicas da síndrome de Down montado inicialmente o espetáculo Dom Quixote, que estreou em 1998. Uma apresentação de resultado retumbante, apesar da encenação muito simples, com 12 atores, 12 páginas de texto e 25 minutos de duração.

Com o passar dos anos foram criados espetáculos variados e ricos em recursos cênicos. O Grupo ADID de Teatro tem conquistado reconhecimento nacional, realizando apresentações em festivais e mostras de teatro inclusivo. Além disso, o grupo também promove oficinas e workshops para capacitar outras pessoas com deficiência e incentivar a inclusão através do teatro. O trabalho do Grupo ADID de Teatro é um exemplo inspirador de superação, talento e inclusão da pessoa com síndrome de Down no mundo das artes.

O Grupo ADID de Teatro conquistou um patamar de qualidade artística possivelmente muito além do que já se viu em outros grupos que trabalham o teatro com pessoas com deficiência no Brasil, como se observa num breve apanhado de todas as peças realizadas pelo grupo:

“Aquele que Diz Sim e Aquele que Diz Não” (2025)

Aquele que diz sim e Aquele que diz não, de Bertolt Brecht, é uma obra composta por duas peças curtas que apresentam uma mesma situação com desfechos diferentes, convidando à reflexão crítica. A história acompanha um jovem que decide integrar uma expedição junto a um grupo que atravessa montanhas em busca de um objetivo coletivo. Durante o percurso, o jovem adoece e passa a representar um obstáculo para a continuidade da viagem.

Na primeira versão, “Aquele que diz sim”, o grupo segue uma tradição segundo a qual, quando um integrante não pode continuar, deve aceitar ser deixado para trás ou sacrificado em nome do bem coletivo. O jovem, então, concorda com essa decisão, reforçando a ideia de aceitação das normas estabelecidas.

Já na segunda versão, “Aquele que diz não”, a mesma situação é apresentada, porém o jovem questiona essa tradição e se recusa a aceitar o desfecho imposto. Essa recusa provoca uma ruptura com o pensamento automático e convida à revisão das regras, destacando a importância do questionamento e da transformação social.

A obra propõe uma reflexão sobre obediência, responsabilidade coletiva, pensamento crítico e a necessidade de analisar e, quando necessário, modificar tradições e normas sociais.

“Sonho de uma Noite de Verão” (2025)

Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, é uma comédia que se passa na cidade de Atenas e em uma floresta próxima, onde se cruzam histórias de personagens humanos e seres mágicos. A trama acompanha quatro jovens envolvidos em um conflito amoroso: Hérmia ama Lisandro, mas é pressionada por seu pai a se casar com Demétrio, que, por sua vez, é amado por Helena. Ao decidirem fugir para a floresta, os jovens acabam se envolvendo em uma série de acontecimentos marcados por enganos e desencontros.
Paralelamente, na floresta, o rei e a rainha das fadas, Oberon e Titânia, vivem um desentendimento. Oberon utiliza uma poção mágica do amor, aplicada com a ajuda de seu servo Puck, para interferir nos sentimentos dos personagens, o que intensifica ainda mais as confusões amorosas. Ao mesmo tempo, um grupo de trabalhadores ensaia uma peça teatral, contribuindo para o tom cômico da obra, especialmente quando um deles é transformado magicamente, gerando situações inusitadas.
Ao final, os encantamentos são desfeitos, os equívocos são corrigidos e os casais são restabelecidos de forma harmoniosa. A peça se encerra com celebrações e casamentos, reforçando o caráter leve e festivo da narrativa. A obra aborda temas como o amor, a fantasia, os sonhos e os enganos, explorando, de forma bem-humorada, a complexidade das relações humanas.

“O Amor é Filme: Lisbela e o Prisioneiro” (2023) - Uma comédia romântica, repleta de reviravoltas e risada garantida.

“Auto da Compadecida” (2022) - O Julgamento dos Sertanejos -Inspirado na Obra Auto da Compadecida de Ariano Suassuna.

“Down Quixote” (2020) - Mais tarde, com o nome mudado para Down Quixote, acabaria virando um belo filme, somente com atores com síndrome de Down.

“Um Novo Sol ao Amanhecer” (2018)

“Contando e cantando o modernismo” (2017)

”Noite de Reis” (2016)- Shakespeare;

”Os Miseráveis” (2014)- A saga de Jean Val Jean na célebre história de Victor Hugo.

”A Viagem do Capitão Tornado” (2012)- O trabalho de Teophile Gautier no teatro inspirou o filme de Etore Scola e a adaptação é livremente inspirada no filme.

“Sonho de uma Noite de Verão” (2010)- Shakespeare resultou num dos grandes espetáculos do grupo. “Sonho de Uma Noite de Verão” em uma parceria do Grupo ADID de Teatro com o SESI-SP, incorporando o espetáculo à programação oferecida pelo SESI nas unidades do interior de São Paulo, se apresentando nas cidades como Piracicaba, Itapetininga, Campinas e São Carlos.

”A Vida é Sonho” (2008)- A peça de Calderón de La Barca foi realizada pelo Grupo ADID numa adaptação onde todos os diálogos eram rimados.

”Um Violinista no Telhado” (2006)- adaptação da obra de Joseph Stein.

”O Mambembe” (2004)- Adaptação da obra de Artur de Azevedo.

”Muito Barulho Por Nada” (2002) – Shakespeare. ​

”O Jornal Falado” (2000) ​

”Cinco Pequenas Histórias em Família” (1999)- baseada na obra “Comédia da Vida Privada” de Luís Fernando Veríssimo.

”Romeu e Julieta” (1998)- A história clássica de Shakespeare foi o ponto de partida para o surgimento do grupo. ​

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E-mail: adid@adid.org.br / Telefone: (11)5542-5546 Endereço: Rua Guararapes, 864 Brooklin SP/ 04561-001

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